Falta de plano de negócio dita falência precoce de iniciativas empreendedoras

Falta de plano de negócio dita falência precoce de iniciativas empreendedoras

Os empreendedores da província do Huambo foram recomendados hoje, sexta-feira, nesta região, a elaborarem planos de negócio antes da implementação de qualquer projecto para evitar a falência precoce das suas iniciativas.

Os planos de negócios previnem os riscos reais de falência, considerou o vice-decano para área académica da Faculdade de Economia da Universidade José Eduardo dos Santos, no Huambo, Riquelme Graciano Chicomo, no workshop de divulgação de trabalhos de doutoramento e mestrado.

Sustentou que a implementação de um negócio deve ser antecedida, sempre, de um diagnóstico profundo sobre a realidade da zona, a aceitação da actividade a realizar dentro da sociedade e, ao mesmo tempo, inovar o trabalho a ser feito.

Na sua opinião, é fundamental que os empreendedores façam estudos de mercado, para desenvolverem as suas actividades com maior segurança e conforto, além de corresponderem, da melhor forma possível, com as suas próprias expectativas.

“Ficamos preocupados com os resultados obtidos durante o estudo realizado na província do Huambo, pois notou-se que, até 2013, em cada 100 empresas que surgiam no mercado 97 chegariam a falir mesmo antes de completarem um ano de actividade, devido a falta de inovação e diagnóstico do mercado”, informou.

Afirmou que a falência precoce de iniciativas empreendedoras prejudica as políticas do Estado, do ponto de vista de empregabilidade, uma vez que não pode colocar toda mão-de-obra na função pública, devendo, para o efeito, contar com parceiros privados fortes e capazes de corresponder as expectativas, quer do Estado, quer da população, na redução do índice de desemprego.

Fonte: ANGOP

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