Crise constitui oportunidade para criatividade dos jovens

Crise constitui oportunidade para criatividade dos jovens

A situação económica actual de crise que o país atravessa deve servir para a criatividade dos angolanos empreendedores que, com o seu trabalho, criam riqueza e emprego para juventude, declarou hoje, em Luanda, o ministro da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca.

Nesta conjuntura de abrandamento da economia, os jovens devem criar pequenos negócios de prestação de serviços, para resolver problemas sociais, no quadro do fomento do empreendedorismo, segundo o ministro que falava à imprensa durante a “Conferência para o lançamento do Estudo sobre o Empreendedorismo em Angola”, realizado Universidade Católica.

Além de criar empresas, como sublinhou o governante, os jovens devem praticar a agricultura e ajudar o governo a resolver problemas sociais e a elevar os níveis de progresso do país.

Na conferência sobre o empreendedorismo no país, o director do Centro de Estudo e Investigação Cientifica da Universidade Católica de Angola, Alves da Rocha, apontou uma maior desaceleração estrutural da economia nacional em 2016, por conta da baixa do preço do petróleo no mercado internacional.

Alves da Rocha, que dissertava na palestra sob o tema “A competitividade de Angola na SADC”, referiu que a dependência da economia angolana ao petróleo tem vindo a se acentuar, principalmente desde 2009, com reflexos para dificuldades que o país vive, com destaque para o mercado monetário.

Desde aquele período, lembrou, o país tem estado com dificuldades de financiamento e de redução de in puts diversos para as empresas.

Fruto desta situação de crise, referiu que o país tem registado aumento das taxas de desemprego, apesar das estatísticas oficiais contrariarem.

A propósito desta situação de crise prevalecente no país, Alves da Rocha anunciou que, no próximo dia 27 deste mês (Novembro), a Universidade Católica de Angola e o Fundo Monetário Internacional (FMI) vão lançar um estudo sobre a situação económica de Angola.

Por sua vez, o presidente da Sociedade Portuguesa de Inovação, Augusto Medina, frisou que a falta de facilitação na cedência de financiamento e a excessiva burocracia nos processos de candidaturas de crédito aos jovens está na base do fracasso da diversificação da economia.

O também responsável pelo estudo que presidia o tema “Inovação e Empreendedorismo”, defendeu que os investidores precisam realmente de financiamento bancário e do apoio directo das instituições criadas pelo executivo para apoiar os empreendedores.

Recomendou, porém, a desburocratização dos serviços públicos e criação de condições favoráveis para a constituição de empresa privadas, assim como a expansão da energia eléctrica para tornar concreto os projectos industriais existentes em várias partes de Angola.

A Conferência para o lançamento do Estudo sobre o Empreendedorismo em Angola” foi realizado pela Universidade Católica em parceria com a Sociedade Portuguesa de Inovação.

Fonte: ANGOP

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